A criança segura o xixi? Saiba quando isso é um problema

A criança segura o xixi? Saiba quando isso é um problema

Por: Publicado em 04/03/2020

Seja por conta de uma reunião, excesso de trabalho ou diversos outros motivos, todos nós já seguramos o xixi em algum momento da vida. Esse é um hábito bastante comum entre os adultos, mas quando se trata de pacientes infantis é preciso dar uma atenção especial, já que quando a criança segura o xixi com frequência aumenta-se o risco de complicações no trato urinário.

Em muitos casos, a criança segura o xixi após o período de desfralde. Isso ocorre porque, antes, ela estava habituada a urinar de maneira involuntária, uma vez que ainda não possuía controle sobre os esfíncteres. Quando passa pelo desfralde, a criança pode sentir receio de fazer xixi por não ter mais o apoio da fralda para absorver a urina e começa a sentir desconforto e frustração quando faz xixi na roupa.

Por que segurar o xixi faz mal?

Segurar o xixi por um longo período pode causar muito mais do que apenas desconforto. Em nosso organismo, a urina é produzida para eliminar substâncias nocivas que estão em excesso, além de microrganismos que possam ter sido acumulados. Dessa forma, a criança que segura o xixi com frequência tem maiores chances de desenvolver algumas doenças, como:

Infecção urinária

Com a retenção da urina, os microrganismos que estão em excesso no sistema urinário não são eliminados e acabam se proliferando com mais facilidade, podendo resultar em um quadro de infecção urinária. O problema deve ser investigado o quanto antes a fim de evitar que a criança sofra com complicações mais graves.

Incontinência urinária

Segurar o xixi por repetidas vezes e com muita frequência faz com que a bexiga perca sua capacidade elástica, o que pode favorecer a incontinência urinária. Nesses casos, os pais devem ficar atentos para relacionar o problema ao hábito de a criança segurar o xixi, já que em muitos casos a incontinência urinária é comum até os 5 anos de idade.

O perigo da retenção urinária crônica

Apesar de representar a maioria dos casos, nem sempre a criança segura o xixi de maneira voluntária. A retenção urinária, por exemplo, também pode ser responsável por fazer com que a criança não urine de maneira adequada.

A condição é caracterizada pela incapacidade de esvaziar a bexiga completamente. O paciente não consegue começar a urinar, ou quando começa, não consegue esvaziá-la totalmente. Neste último caso, o problema é caracterizado como retenção urinária crônica, resultando em resíduo de urina na bexiga e favorecendo o aparecimento de doenças no trato urinário.

Causas

Basicamente, existem duas causas para a retenção urinária crônica: obstrutiva e não obstrutiva. A primeira ocorre quando uma obstrução – como a válvula de uretra posterior, por exemplo – impede a urina de fluir livremente pelo trato urinário. Já a causa não obstrutiva está relacionada a problemas nervosos que fazem com que o cérebro não receba mensagem de que a bexiga está cheia.

Complicações

Se não tratada, a retenção urinária crônica pode favorecer o aparecimento de infecções urinárias e a formação de cálculos renais. Além disso, como pode causar dor e desconforto, a condição também afeta a qualidade e o bem-estar do paciente. A consequência mais grave, no entanto, é o risco de danos à estrutura renal.

Como incentivar a criança a fazer xixi?

Segurar o xixi pode ser um hábito que começa a se desenvolver na infância e pode perseverar por toda a vida adulta. Por isso, o ideal é corrigi-lo assim que notar que a criança está segurando o xixi com frequência. Algumas sugestões podem te ajudar nessa missão:

  • nunca force o desfralde – cada criança tem seu tempo e você precisa respeitá-lo;
  • procure levar a criança ao banheiro de 3 em 3 horas e estimule-a a fazer xixi mesmo que esteja sem vontade;
  • faça ela se sentir segura e confiante ao usar o vaso sanitário;
  • procure oferecer água.

Como vimos, segurar o xixi nem é um hábito que precisa da investigação de um especialista para garantir um diagnóstico preciso e orientar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, busque ajuda profissional para garantir mais saúde e qualidade de vida à criança!

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