A importância das vacinas para uma infância saudável

A importância das vacinas para uma infância saudável

Por: - Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 20/04/2019

A criação da vacina por Edward Jenner, em 1796, foi considerada um grande marco na história da humanidade. A partir dos séculos seguintes, com o avanço da medicina e estudos mais elaborados sobre o tema, as vacinas desempenharam um importante papel para erradicar e evitar diversas doenças que causavam a morte de milhões de pessoas todos os anos.

Apesar das novas descobertas, as vacinas nem sempre foram vistas com bons olhos pela população. No Brasil, um grande exemplo deste fato é a Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro em 1904, após a aprovação da Lei da Vacina Obrigatória. Hoje, quase cem anos depois, o movimento antivacina tem voltado a crescer e já é considerado uma das dez maiores ameaças à saúde global em 2019.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as vacinas são capazes de evitar de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão que poderia ser evitado se a cobertura vacinal mundial fosse otimizada.

A importância da vacinação

As vacinas atuam como uma forma preventiva de evitar doenças infecciosas, garantindo uma imunização duradoura para quem é vacinado. Elas são capazes de proteger o corpo humano contra vírus e bactérias, ao estimular o organismo a produzir anticorpos para combater esses microrganismos.

O processo de preparo das vacinas envolve a utilização dos próprios causadores das doenças, mas nesses casos, os vírus e bactérias estão inativos, enfraquecidos ou fragmentados. Ao entrar em contato com a corrente sanguínea, o sistema imunológico dá início à produção de anticorpos, que, além de combater, os agentes causadores de doenças, irão permanecer no organismo, evitando que as doenças ocorram no futuro.

O efeito rebanho ou imunidade de grupo

Quando falamos em vacinas, o efeito rebanho está ligado à resistência de um grupo ou população à introdução e disseminação de um agente infeccioso. Na prática, quando uma grande parcela da comunidade de um local está vacinada, a disseminação de doenças contagiosas é controlada, garantindo, também, a proteção de pessoas que não receberam a vacina. Por isso, ao vacinar seus filhos, o benefício será para a saúde deles e, também, para as pessoas com quem convivem.

Quais vacinas devem ser tomadas na infância?

A infância é a fase em que mais precisamos das vacinas, já que existe uma série de doenças que são predispostas a acometer crianças, devido a sua fase de desenvolvimento. Por isso, os pais precisam ficar atentos à vacinação dos filhos e garantir que todas as vacinas sejam tomadas. Saiba quais são elas!

BCG

A BCG é uma vacina obrigatória para todas as crianças e deve ser tomada logo após o nascimento. Ela garante proteção contra formas graves da tuberculose.

Vacina tetravalente

Aplicada na coxa direita, a vacina tetravalente atua contra quatro doenças: difteria, tétano, coqueluche e meningite causada por Haemophilus tipo B. Deve ser tomada em três doses:  aos dois, quatro e seis meses de idade e dois reforços aos 15 meses e aos 4 anos.

Vacina contra poliomielite

Age inibindo a ação da poliomielite e paralisia infantil, devendo ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos quinze meses.

Vacina SRV e SCRV

Protege a criança contra o sarampo, rubéola, caxumba e varicela. A primeira dose da tríplice viral (SCR) deve ser aplicada aos doze meses e seu reforço aos quinze meses (junto com a tetra viral – SCRV).

Vacina contra Hepatite B

A primeira dose da vacina contra Hepatite B deve ser tomada ainda na maternidade. A segunda dose, com um mês de idade e a terceira dose, com seis meses. A Hepatite B é uma doença grave, que pode levar a uma infecção crônica do fígado.

Vacina contra febre amarela

A febre amarela é uma doença que está ligando o alerta em todo o Brasil. A vacina deve ser tomada aos seis ou aos nove meses, dependendo da região. Ela protege as crianças por  apenas 10 anos, sendo necessário uma nova dose após esse período.

Vacina contra Rotavírus Humano G1P1 (VOHR)

Aplicada oralmente, a vacina protege a criança contra o Rotavírus, um vírus da família Reoviridae que causa diarreia grave e é apontado como um dos principais causadores de óbitos em crianças menores de 5 anos.

Os riscos da falta de vacinação

No Brasil, a vacinação é obrigatória e regulada por legislação federal, mas a decisão de não se vacinar é individual. Pais que optam por não vacinar seus filhos estão aumentando, exponencialmente, as chances de as crianças contraírem alguma doença grave e até mesmo virem a óbito.

Além disso, a decisão de não se vacinar contribui para aumentar os riscos de toda a população ficar exposta a sérias doenças, podendo resultar em surtos localizados ou bolsões de infecção em grupos ou populações específicas.

Sempre que tiverem dúvidas, é importante que os responsáveis consultem um pediatria. Lembre-se que nunca se deve proteger os filhos sem a participação de um especialista!

 

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba mais informações sobre cuidados para a saúde em seu e-mail.

Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 20/04/2019

Formada em medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Residência médica em cirurgia geral no...  Ver Lattes

12 de outubro – Dia do Cirurgião Pediátrico

12/10/2020

12 de outubro – Dia do Cirurgião Pediátrico

Leia mais

Hérnia umbilical: o que é e como tratar

08/10/2020

Hérnia umbilical: o que é e como tratar

Leia mais

ebook
20/09/2018

Ebook de Dicas

BAIXAR

Agendar Consulta