A partir de quantos graus é febre?

A partir de quantos graus é febre?

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

A partir de quantos graus é febre? Essa é uma pergunta que os pais sempre se fazem quando percebem que a criança está mais quentinha e o termômetro confirma que a temperatura corporal dela não está normal.

A dúvida surge, principalmente, porque os pais querem saber se já é hora de dar um antitérmico para a criança, ou se esperam mais um pouco. Essa, aliás, é uma questão muito controversa, pois o certo é os pais não medicarem o seu filho sem orientação médica. Especialmente porque há o risco de o remédio mascarar aquilo que está desencadeando a febre. Por outro lado, será que configura medicação sem orientação se o remédio já foi prescrito pelo pediatra em um episódio passado de febre vivenciado pela criança? Sim, configura.

A cada vez que a criança tem febre, ela pode ser desencadeada por motivos diferentes. Assim, o antitérmico que outrora já ajudou a normalizar a temperatura pode não ser tão eficaz para a febre de agora, já que ela pode estar sendo provocada por outras razões. Por isso, sempre que a criança pareça estar mais quentinha e isso estiver causando preocupação, é bom consultar o pediatra ou levá-la ao pronto atendimento. A orientação correta faz diferença e é muito importante em qualquer situação.

Pergunte ao pediatra a partir de quantos graus é febre

Os pais devem aproveitar a consulta e questionar o pediatra a partir de quantos graus é febre. Existe um certo consenso entre os médicos de que a partir dos 37,8ºC a criança está febril e pode ser medicada. Permitir que a febre atinja uma temperatura superior pode resultar em desconforto para a criança.

Mas antes de utilizar o antitérmico, observe como está a criança. Caso ela esteja bem disposta, brincando, bem humorada e se alimentando adequadamente, não há grande motivo para preocupação. A medida é mais necessária caso a criança seja hipertensa, cardiopata ou contenha um histórico de convulsões. Caso contrário, procure agir com bom senso!

Não interceder permite ao organismo ativar os mecanismos de defesa do corpo. Estimulado pelo aumento da temperatura, o metabolismo faz com que os glóbulos brancos (células de defesa) reajam mais rápido à invasão de um microorganismo estranho e trabalhem para eliminá-lo. Na criança medicada sem necessidade, esse processo pode ser comprometido e sem a proteção, as “portas” podem ficar “abertas” para o que estiver causando a febre “sentir-se em casa” e “bagunçar” tudo.

Portanto, por mais que a febre da criança esteja causando aflição, espere. A orientação é monitorar a criança por cerca de 12 horas e, caso ela não se recupere e esteja prostrada, levá-la ao médico para uma consulta. Esse período de monitoramento pode se estender para 24 horas, caso a criança apresentar febre, mas se mantiver normal.

Lembre-se de que muitos diagnósticos não podem ser feitos de primeira e demandam tempo. Assim, é fundamental que a criança esteja sendo acompanhada e frequentemente reavaliada!

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Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

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