Bexiga neurogênica e bexiga neurogênica não-neurogênica: qual a diferença?

Bexiga neurogênica e bexiga neurogênica não-neurogênica: qual a diferença?

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 03/04/2019

Problemas no trato urinário infantil vão muito além da incontinência e infecção urinária. Crianças que sofreram lesões medulares ou neurológicas podem ficar com o sistema urinário comprometido e desenvolver doenças pouco comuns, como a bexiga neurogênica e, algumas vezes em lesão no sistema nervoso, a chamada  bexiga neurogênica não-neurogênica.

Apesar de pouco conhecidas, essas doenças afetam significativamente a capacidade de controle da urina, causando incômodo e até mesmo exclusão social na infância. Para garantir a saúde física e emocional da criança, a bexiga neurogênica e a bexiga neurogênica não-neurogênica necessitam de acompanhamento médico adequado.

Bexiga neurogênica

A bexiga neurogênica consiste em disfunções vésico-esfincterianas que acometem portadores de doenças do sistema nervoso central ou periférico. Caracterizada pela incapacidade de controlar o ato de urinar, a doença pode tornar a bexiga hiperativa, quando pode haver perda involuntária de urina, ou hipoativa, quando a bexiga não é capaz de eliminar a urina.

Em crianças, as principais causas de bexiga neurogênica estão relacionadas às doenças neurológicas congênitas, sobretudo mielomeningoceles, agenesia sacral e paralisia cerebral. Quando não tratado, o problema pode evoluir e causar insuficiência renal, infecções urinárias, dentre outras complicações.

Sintomas

Como o paciente perde a capacidade de urinar de forma coordenada, os principais sintomas incluem:

  • incontinência urinária;
  • incapacidade de começar ou interromper uma micção;
  • jato de urina fraco;
  • aumento de intervalo entre as micções;
  • infecções urinárias
  • dor ou ardência na região da bexiga.

Diagnóstico e Tratamento

O principal meio de diagnosticar a bexiga neurogênica é analisar o histórico clínico do paciente e realizar um exame físico detalhado. O médico pode detectar uma bexiga com volume aumentado ou presença de urina que fica armazenada na bexiga. Alguns exames complementares, como a ultrassonografia e a cistografia, podem ser necessários para garantir um diagnóstico preciso e seguro.

O tratamento inicial consiste no cateterismo intermitente limpo, que consiste em sondar a bexiga, com determinada frequência ao dia, esvaziando a mesma e evitando que a urina permaneça por muito tempo armazenada. A depender da idade, a sonda pode ser colocada pelo próprio paciente e é retirada após esvaziar a bexiga.

Dependendo do caso, medicamentos podem ser utilizados e em alguns será necessário realizar algum tipo de cirurgia.

Bexiga neurogênica não-neurogênica

Também conhecida como Síndrome de Hinman (SH), a bexiga neurogênica não-neurogênica é  uma disfunção miccional da bexiga de ordem neuropsicológica, causando obstrução funcional do fluxo de saída da bexiga.

O problema pode ocorrer do início até o final da infância, causando enurese, micção urgente com incontinência urinária, micção infrequente, intermitência, esforço, infecções do trato urinário e dor abdominal difusa. Assim como a bexiga neurogênica, também pode ocasionar infecções urinárias e danos renais, quando não tratada corretamente.

O paciente pode levar uma vida normal?

Na maioria dos casos, a bexiga neurogênica não tem cura, mas tem controle. O tratamento adequado para a bexiga neurogênica e a bexiga neurogênica não-neurogênica permitem que o paciente tenha qualidade de vida e uma rotina normal ou próxima dela, bastando cuidar corretamente do problema e sempre ter acompanhamento de um urologista pediátrico.

Como o tema é pouco compartilhado, é comum que os pais fiquem com dúvidas sobre a bexiga neurogênica e bexiga neurogênica não-neurogênica. Se esse for seu caso, mande sua pergunta para nós. Será um prazer lhe ajudar!

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
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