Cirurgia de hérnia inguinal: quando é recomendado fazer?

Cirurgia de hérnia inguinal: quando é recomendado fazer?

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 05/08/2018 - Atualizado 07/02/2019

A cirurgia de hérnia inguinal deve ser realizada tão logo possível após ser firmado o diagnóstico pelo médico-cirurgião. Muito comum em crianças e bebês, a hérnia inguinal deve ser de conhecimento dos pais para que uma vez suspeitada, a criança seja levado ao médico e  o tratamento seja recorrido o quanto antes.

Tratamento para cirurgia de hérnia inguinal

O único tratamento para hérnia inguinal é o procedimento cirúrgico. A cirurgia é considerada de baixo risco, não havendo necessidade de preparo anterior ao procedimento e a recuperação pós-operatória é bastante rápida.

As contra-indicações para o procedimento acontecem em crianças que apresentam quadro de:

  • anemia;
  • tosse
  • coriza;
  • desidratação;
  • febre;
  • doença associada cujo tratamento seja de maior prioridade.

Como é feita a cirurgia de hérnia inguinal?

O procedimento é considerado pouco invasivo, sendo possível retornar às atividades rotineiras rapidamente. A anestesia utilizada é a geral e alta hospitalar é dada no mesmo dia, na maioria dos casos.

A operação é realizada por meio de uma pequena incisão na prega inguinal, de 1,5 à 3cm, através da qual identifica-se e corrige-se a hérnia.. A cicatriz resultante é discreta.

Estrangulamento da hérnia

O estrangulamento hérnia acontece quando a hérnia fica presa na abertura que a desencadeou, dificultando o movimento do órgão herniado. Essa situação leva à dificuldade na circulação sanguínea, com sofrimento do órgão herniado, o qual, na maioria das vezes, é o intestino cujo sofrimento pode originar necrose do segmento afetado, com perfuração e extravasamento de fezes para o interior do abdome ou parede abdominal. A explicação para realizar a operação tão logo seja firmado o diagnóstico reside neste fato.

Os sintomas do estrangulamento de uma hérnia são dor, cólicas abdominais e dificuldade para evacuar ou eliminar gases, associada à hérnia irredutível na região inguinal, que poderá estar avermelhada. Essa é uma situação grave e de emergência, podendo levar à morte. A única maneira de reverter o quadro é realizando uma operação de emergência, na qual, além da correção da hérnia, podem ser realizadas ressecções do intestino afetado.

O que é uma hérnia inguinal?

Durante o desenvolvimento, os testículos se formam junto aos rins e vão para o escroto (“saquinho” da criança), atravessando a parede abdominal. Algumas vezes, o caminho que ele faz na parede não se fecha, ficando, então, pérvio à passagem de conteúdo abdominal, dando origem à hérnia. Nas meninas, isso ocorre em virtude de ligamento que dá sustentação ao útero.

Normalmente, esse tipo de hérnia tem origem congênita. Os meninos são os mais afetados, especialmente os que nascem prematuramente. Há grande associação entre hérnia inguinal e hidrocele (acúmulo de líquido no escroto).

Como diagnosticar a hérnia inguinal?

Geralmente, a hérnia inguinal é notada pelos pais ou cuidadores, primeiramente. Uma protuberância aparente na virilha da criança, parecida com uma azeitona encoberta pela pele aparece e desaparece com frequência. Quase sempre é indolor.

É importante estar atento ao bebê para a detecção de uma hérnia inguinal. No momento do banho, ou se houver algum tipo de esforço excessivo para evacuar, é possível notar a presença da hérnia. Ao trocar as fraldas de recém nascidos, também é possível notar o abaulamento, que torna-se mais visível.

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