Como cuidar de crianças com queimaduras?

Como cuidar de crianças com queimaduras?

Por: - Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 02/03/2019 - Atualizado 20/03/2019

Quem já sofreu queimaduras sabe o quanto esses acidentes causam dor e desconforto. Além de correr o risco de deixar cicatrizes para o resto da vida, o tratamento para queimadura pode demorar meses e, ainda assim, não surtir o efeito desejado. O problema é ainda mais grave quando as vítimas são crianças, já que possuem a pele mais fina e são mais sensíveis à dor.

Um levantamento realizado pela ONG Criança, com dados do Ministério da Saúde, revelou que, em 7 anos, o número de acidentes com queimaduras em crianças aumentou 37% no país. Para que seu pequeno não seja mais uma vítima, fique atento às dicas deste artigo.

Quais são os tipos de queimaduras?

De acordo com a profundidade da lesão, as queimaduras podem ser classificadas em 3 tipos.

Queimaduras de 1º grau: atingem apenas as camadas superficiais da pele. Esse tipo de queimadura ocasiona apenas vermelhidão no local e não apresenta formação de bolhas ou feridas na regrandegião. O paciente sente dor e ardor, mas em pouco tempo a queimadura desaparece. Pode ser causada por exposição excessiva ao sol, por exemplo.

Queimaduras de 2º grau: além de atingir a epiderme, camada superficial da pele, as queimaduras de 2º grau atingem a derme, uma camada mais profunda. Normalmente, aparecem bolhas na região e pode ocorrer desprendimento de fragmentos da pele. A dor é mais intensa e corre-se o risco de formar cicatrizes ou manchas permanentes.

Queimaduras de 3º grau: é o tipo de queimadura mais grave. Atinge todas as camadas da pele, podendo afetar tecidos e terminações nervosas. As queimaduras deste tipo sempre deixam cicatrizes e, em alguns casos, exigem tratamento cirúrgico e fisioterápico para a total recuperação do paciente.

Quais são os acidentes mais comuns com queimaduras em crianças?

A maioria dos acidentes com queimaduras envolvendo crianças ocorre em ambiente doméstico, sobretudo, pela falta de atenção e cuidados dos pais. Saiba quais são as causas mais comuns de acordo com a idade dos pequenos!

Lactentes: a maioria dos acidentes ocorrem por escaldamento. Queimaduras elétricas respondem pela segunda maior causa de queimaduras em lactentes.

Pré-escolares: nesta idade, as queimaduras ocorrem, principalmente, devido à manipulação de líquidos inflamáveis, como o álcool.

Escolares: em crianças maiores, as causas das queimaduras são semelhantes às causas dos adultos. As principais são: eletricidade, substâncias químicas, álcool e combustíveis.

Como realizar o tratamento de emergência

Queimaduras de 1º grau podem ser tratadas em casa, já as queimaduras de 2º e 3º grau precisam de tratamento médico para garantir a recuperação da criança. Mas, para evitar o aumento da dor ou a piora do quadro, os cuidados devem começar imediatamente após a criança ser queimada.

Como a maioria dos acidentes são domésticos, algumas medidas emergenciais podem amenizar o quadro:

  • Lave o local com água fria e corrente por cerca de 10 minutos.
  • Faça compressas frias para amenizar a dor e evitar que a queimadura atinja camadas mais profundas.
  • Após alguns minutos, seque a região e cubra com gaze.

 

Algumas medidas, apesar de serem comuns, precisam ser evitadas para não agravar ainda mais o quadro.

  • Não passe pomada, manteiga ou creme dental, pois podem aumentar o risco de infecção.
  • Não toque a queimadura com as mãos.
  • Não fure as bolhas.

Como prevenir queimaduras em crianças?

Alguns cuidados simples podem evitar que seu filho sofra queimaduras graves e carregue marcas para toda a vida. Como o ambiente doméstico é o local mais propício para esses tipos de acidente, é preciso redobrar a atenção quando seu filho estiver em casa. Confira algumas dicas:

 

  • mantenha as crianças longe do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;
  • sempre deixe os cabos das panelas virados para dentro;
  • evite que as crianças fiquem por perto quando você estiver passando roupa, usando o secador de cabelo ou qualquer eletrodoméstico que produz calor;
  • coloque protetores nas tomadas e, se possível, deixe-as atrás de móveis;
  • oriente a criança para desligar o chuveiro antes de mudar a chave de temperatura;
  • mantenha fósforos, isqueiros, álcool e outros produtos inflamáveis longe das crianças;
  • sempre que acender uma vela, não deixe que a criança fique por perto;

 

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 02/03/2019 - Atualizado 20/03/2019

Formada em medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Residência médica em cirurgia geral no...  Ver Lattes

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