Como identificar e tratar a incontinência urinária nas crianças?

Como identificar e tratar a incontinência urinária nas crianças?

Por: - Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 01/09/2018 - Atualizado 07/02/2019

A incontinência urinária nas crianças é comum até os 5 anos de idade, período em que passam a ter controle sobre a própria bexiga. Contudo, quando a urina expelida de maneira involuntária continua pelos próximos anos é preciso ligar o sinal de alerta e investigar o problema mais a fundo.

Cerca de 30% das crianças com 5 anos de idade sofrem com incontinência urinária noturna. Esse índice chega a 10% em crianças com 7 anos, e 3% em crianças com 12 anos. O problema afeta, sobretudo, crianças que apresentam algum tipo de defeito congênito, anomalia anatômica ou desenvolveram comportamentos que ocasionaram a falta de controle sobre a bexiga.

A incontinência urinária nas crianças é um problema que precisa ser tratado o quanto antes, afinal, causa incômodo tanto nos pequenos quanto para os pais. Se o problema persistir na fase adulta, os incômodos podem ser ainda maiores.

Como identificar a incontinência urinária nas crianças?

Alguns sinais óbvios, como não conseguir segurar o xixi durante o dia ou à noite, em crianças com idade superior a 5 anos permitem identificar o problema com facilidade. Em outros casos, é preciso ficar atento a alguns sinais de alerta que ajudam a descobrir a incontinência, caso ela ainda não tenha sido notada pelos pais. São eles:

  • Sede excessiva;
  • Sinais de lesões nervosas, especialmente nas pernas;
  • Sensação de queimação ao urinar;
  • Dores abdominais.

Além disso, é válido ficar de olho em algumas situações que podem ajudar a identificar a incontinência o mais cedo possível.

  • Verifique se a criança urina de 5 a 7 vezes por dia, ou de três em três horas;
  • Repare se, em períodos de brincadeiras muito longos, a criança para de brincar para ir ao banheiro;
  • Pergunte aos professores se a criança costuma ir ao banheiro em horário escolar;
  • Analise o comportamento da criança. Se ela for muito hiperativa, pode apresentar incontinência urinária;
  • Investigue se a criança tem o costume de segurar o xixi por muito tempo.

Uma vez identificada, a incontinência urinária nas crianças deve ser tratada de forma comportamental, em um primeiro momento, ou com uso de recursos prescritos pelo médico.

Como tratar o problema?

Quando a incontinência urinária nas crianças persiste após os 5 anos de idade, é preciso consultar um médico especializado na área para averiguar qual é a melhor solução para o problema. A avaliação médica consiste, basicamente, em um exame físico e levantamento do histórico familiar.

Durante a consulta médica, o exame pode identificar outros problemas mais graves nas crianças, como:

  • Constipação, quando há redução da frequência das excreções ou quando as fezes saem duras;
  • Infecção do trato urinário;
  • Enterobíase, uma infecção causada por oxiúrus que provoca coceira na região do ânus ou da vagina;
  • diabetes insipidus ou diabetes mellitus;
  • Apneia do sono.

Em casos de incontinência noturna, alguns cuidados gerais podem solucionar o problema. Confira os principais!

  • Não oferecer líquidos a partir de 2-3 horas antes de dormir;
  • Levar a criança para fazer xixi antes de dormir;
  • Incentivar a criança a fazer xixi a cada 3 horas;
  • Pedir para as crianças urinarem com mais calma.

Alguns medicamentos também podem amenizar a incontinência urinária nas crianças, mas o problema pode voltar a aparecer caso o uso seja interrompido.

Se a incontinência estiver sendo causada por infecções no trato urinário, o problema pode ser resolvido com o uso de antibióticos. Se o problema for causado por doenças congênitas ou anomalias anatômicos, pode ser necessário a realização de cirurgia.

Caso tenha restado alguma dúvida, não hesite em entrar em contato.

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 01/09/2018 - Atualizado 07/02/2019

Formada em medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Residência médica em cirurgia geral no...  Ver Lattes

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