Conheça os tipos de anestesia usadas em cirurgias pediátricas

Conheça os tipos de anestesia usadas em cirurgias pediátricas

Por: - Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

Uma das primeiras perguntas que os pais fazem ao cirurgião pediátrico é sobre qual dos tipos de anestesia será usado no procedimento cirúrgico do seu filho. O receio da anestesia é muito comum, devido aos riscos associados a ela, geralmente.

O que pode aumentar a confiança para a realização da anestesia, necessária à execução de várias cirurgias pediátricas, é adquirir conhecimento prévio sobre o trabalho do anestesiologista que estará cuidando da criança no momento do procedimento.

Alguns cirurgiões pediátricos já estão habituados a ter, na sala de cirurgia, com ele, um anestesiologista de sua confiança e preferem poder contar com o apoio desse profissional específico. Outros, deixam a escolha do anestesiologista a critério dos pais, para que eles tenham a liberdade de definir o médico especialista em anestesia que mais lhes transmita confiança.

O mais importante, nesse processo de escolha do anestesista da criança, talvez seja se certificar de que o médico possui experiência no atendimento a pacientes pediátricos. Esse ponto precisa ser verificado porque o organismo infantil é diferente do de um adulto. O corpo das crianças tem suas próprias peculiaridades. Assim, como o cirurgião pediátrico, o anestesista que se propõe a cuidar de crianças também entende que este paciente não se trata de um simples adulto em miniatura.

O que é importante saber sobre os tipos de anestesia

Antes de determinar qual dos tipos de anestesia será usada na cirurgia da criança, é feita uma consulta prévia em que o anestesiologista coleta alguns dados sobre a história clínica da criança. Ele também realiza um exame físico específico, direcionado às necessidades do ato anestésico-cirúrgico e orienta sobre alguns cuidados importantes.

Já na sala de cirurgia, primeiro, é realizada a chamada indução anestésica. É um momento que os pais podem e devem acompanhar, mantendo-se calmos. Assim, a criança entende que está tudo bem e se torna mais colaborativa e menos ansiosa para a indução.

Essa indução pode ser feita por inalação ou por via venosa (quando a medicação é administrada diretamente na veia). Na sequência, é a realizada a anestesia que, em pacientes pediátricos, é geral, devido à necessidade de manter a criança inconsciente e sem dor durante a cirurgia.

Alguns cirurgiões pediátricos, em conjunto com os anestesistas, com frequência, associam à anestesia geral uma espécie de segundo anestésico, com aplicação somente local. Essa técnica é conhecida como bloqueio loco-regional e é aplicada para que a criança não sinta dor ou sinta menos incômodo no período pós-operatório.

Os medicamentos anestésicos usados em adultos e em crianças são os mesmos. O que muda são as quantidades que o anestesiologista administra em cada um.

A criança permanece anestesiada durante todo o período de duração do procedimento cirúrgico. Ao fim da operação, ela é despertada. O momento em que a criança acorda é outro em quem um dos pais pode estar presente na sala de cirurgia. Ver o pai ou a mãe, ao ser acordada, ajuda a criança a se manter calma.

A realização de qualquer cirurgia requer que o paciente permaneça por um determinado tempo na sala de recuperação, para acompanhamento e monitoramento de possíveis intercorrências.

A maioria das crianças não sente e nem se lembra de nada após a cirurgia, e o comportamento delas não se altera. Elas continuam querendo brincar e se alimentar. São muito poucas as crianças que apresentam algum tipo de reação, como irritação, agitação ou choro inconsolável.

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

Formada em medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Residência médica em cirurgia geral no...  Ver Lattes

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