Declaração da Cirurgia Pediátrica

Declaração da Cirurgia Pediátrica

Por: Publicado em 24/09/2020

A CIRURGIA PEDIÁTRICA é uma das mais novas especialidades da área cirúrgica, fundada nos anos 30 nos Estados Unidos e nos anos 60 no Brasil. Também é uma das que acumularam maior sucesso em um tempo relativamente curto.

A organização do tratamento de doenças cirúrgicas de crianças entre médicos cirurgiões especificamente treinados, adicionada à disponibilidade de tecnologia para terapia intensiva em pediatria (anos 60), terapia nutricional parenteral (anos 70) e metodologia diagnóstica antenatal (anos 80) permitiram a melhora pronunciada dos índices de sobrevida em várias doenças congênitas complexas.

Profissionais especificamente treinados em cirurgia pediátrica, atuando em conjunto com colegas pediatras conseguiram este progresso. Como exemplos:

  1. Gastrosquise: mortalidade 68% em 1965 (Arch Surg 1965,90:22), <10% atualmente.

  1. Atresia do esôfago: primeiro doente operado com sucesso nos anos 1930, atualmente em torno de 90% de sobrevida (J Pediatr Surg 2020, 55:1414).

  1. Tumor de Wilms: mortalidade em torno de 70% nos anos 1970, atualmente menos de 15% com tratamento multimodal de qualidade (Am Surg 2016, 82:487)

Melhoras na qualidade de vida também foram conseguidas, por meio de técnicas mais eficientes em cirurgias reconstrutoras e cirurgias de invasão mínima, com ou sem o uso de videocirurgia.

Tudo isso é fruto de um treinamento árduo, longo e específico, que não visa apenas à técnica cirúrgica. Cirurgiões pediátricos são treinados exaustivamente na abordagem ética e relacional com os pacientes e sua família: atendimento pediátrico não envolve uma díade (médico-paciente), mas sim uma tríade (médico-paciente-responsável), considerando, inclusive, as particularidades de cada faixa de idade.

Nosso trabalho também é advogar pelos pacientes e familiares e educá-los. Nós não apenas tratamos crianças e adolescentes: nós os defendemos e os preparamos para a vida, que eventualmente exige deles uma capacidade adaptativa enorme, que surge das eventuais sequelas e consequências de malformações graves. Nós atendemos as crianças em todas as suas dimensões. Isso quer dizer que os pacientes são mais bem preparados para enfrentar o tratamento e colaborar com ele, e se traduz em pacientes mais conscientes, satisfeitos e colaborativos, e tratamentos mais eficazes, porque são melhores entendidos e cumpridos.

Os resultados do tratamento feito por cirurgiões pediátricos em crianças e adolescentes são superiores aos feitos por médicos não treinados especificamente.

Cirurgiões pediátricos optam mais frequentemente por técnicas menos invasivas e internações mais curtas, inclusive por conseguir diagnósticos mais precoces e precisos. Não é por acaso. Esta é a nossa opção de vida e trabalho, esta é a nossa escolha.

Pela lei brasileira, crianças e adolescentes têm direito pleno à saúde (Estatuto da Criança e Adolescente, Lei 8069). Isso inclui o melhor atendimento cirúrgico possível. E o melhor atendimento cirúrgico possível em crianças é feito por cirurgiões pediátricos. Menos trauma, melhores resultados, menos custo, menos sequelas. Isso somos nós, orgulhosamente.

Fonte: Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE

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