Gravidez na adolescência não é brincadeira!

Gravidez na adolescência não é brincadeira!

Por: Publicado em 01/02/2020 - Atualizado 07/02/2020

Desde 2019, a primeira semana do mês de fevereiro foi instituída pelo governo federal como a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A medida se dá devido ao alto índice de jovens que são mães e pais, antes de terminarem a adolescência.

Santa Catarina é um Estado diferenciado nesse contexto tendo em vista o nosso melhor índice de educação e de facilidade de acesso à informação em relação a outras unidades da federação. Mas ainda precisamos melhorar muito na atenção à orientação sexual dos nossos jovens, até porque, a relação sexual que resulta na gravidez não planejada também expõem os adolescentes a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre elas, a Aids.*

Relatório das Nações Unidas destaca que as mortes perinatais são 50% mais altas entre recém-nascidos de mães com menos de 20 anos na comparação com recém-nascidos de mães entre 20 e 29 anos. “Do ponto de vista fisiológico, a menina se torna mãe antes mesmo de se tornar mulher. Dados apontam que a taxa de amamentação de meninas de 11 a 19 anos é menor do que as de acima de 20. Também é comum que essas meninas desenvolvam depressão pós-parto e ficam propensas ao uso de drogas e com isso, os bebês estão expostos à subnutrição e problemas de desenvolvimento”, destaca o médico cirurgião pediátrico, Rafael Miranda Lima.

A gravidez nessa idade gera muitos riscos à saúde de mãe e filho como a elevação da pressão arterial e crises convulsivas (eclâmpsia e pré-eclâmpsia), o aborto espontâneo, a mortalidade materna, o nascimento prematuro e o baixo peso ao nascer.  A não realização do pré-natal e o aborto em situações inseguras e inadequadas complementam a lista de problemas.

E há outros problemas sociais gerados pela gravidez precoce, como a evasão escolar. Além da vergonha, o pós-parto costuma fazer com que as jovens percam o ano letivo e depois, os cuidados com o crescimento do filho impede que ela retorne ao convívio escolar. Outras situações são a rejeição familiar e a vulnerabilidade social dessa jovem mãe e seu bebê, principalmente no caso de famílias com baixa renda.

Por isso, é muito importante que os pediatras conversem com seus pacientes e estreitem laços com as famílias. Informações sobre temas como prevenção à gravidez e ISTs, além de outras situações que podem aparecer na vida dos jovens, incluindo os consumos de álcool e drogas, são muito importantes.

“Às famílias deixo um pedido: não se ausentem da vida de seus filhos e se a gravidez acontecer, não condene e nem deixe as jovens sem amparo. Procure orientação médica. Gravidez na adolescência não é brincadeira e é um problema que todos podemos contribuir para amenizar”, conclui o médico.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

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