Hipospádia: como é feita a cirurgia de correção?

Hipospádia: como é feita a cirurgia de correção?

Por: - Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

Entre três e cinco meninos, a cada mil, podem nascer com hipospádia. É uma anormalidade no pênis que impede os garotos de urinarem normalmente. Há várias classificações para a doença. A correção só pode ser feita por cirurgia.

Meninos com hipospádia nascem com uma abertura anormal da uretra, que faz com que a urina saia pelo lugar incorreto. Dependendo da localização dessa abertura, a hipospádia é classificada como:

  • distal: a abertura da uretra localiza-se perto da glande, no pênis, e distante da base do corpo do pênis;
  • peniana: a abertura da uretra fica ao longo do corpo do pênis, um pouco abaixo da glande;

 

  • proximal: a abertura da uretra se forma próxima à região do escroto;
  • perineal: é o tipo mais raro de hipospádia, em que a abertura da uretra surge próxima ao ânus.

Quanto mais a abertura da uretra se desenvolver próximo ao períneo, mais grave para o pênis se torna a hipospádia. Em muitos casos, há encurvamento peniano e excesso de pele que lembra um capuz.

O que fazer nos casos de hipospádia

O único tratamento capaz de corrigir a malformação no pênis é o cirúrgico. A uretroplastia é uma espécie de plástica da uretra. Ela é realizada para reconstruir o canal condutor da urina.

Os meninos com hipospádia, geralmente, devem ser submetidos à cirurgia somente após os seis meses de idade. O recomendado é não esperar que a criança complete mais que dois anos para fazê-la.

Há diferentes técnicas que o cirurgião pediátrico pode aplicar na cirurgia para posicionar a uretra no local correto. Algumas delas requerem o uso de tecidos para cobrir a região operada.

Em geral, o tratamento mais recomendado é o que utiliza como método cirúrgico a correção feita por tubularização de placa, chamada TIP (Tubularized Incised Plate). Ele é indicado  devido ao baixo índice de infecção e de complicações no pós-operatório, verificados nos pacientes já operados.

A maioria dos pacientes realizam apenas uma cirurgia para corrigir a hipospádia. A exceção são os casos em que se observa uma hipospádia mais proximal.

Por um curto período, é preciso que o paciente permaneça com uma sonda na bexiga. Mesmo com ela, a criança pode andar ou engatinhar normalmente.

O curativo cirúrgico é retirado  entre o segundo e o terceiro dia subsequente à operação. A sensação de dor pode ser amenizada com os analagésicos, prescritos pelo médico, caso ele julgue necessário. O medicamento pode ser administrado em casa. A alta hospitalar é concedida no mesmo dia da cirurgia.

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

Formada em medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Residência médica em cirurgia geral no...  Ver Lattes

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