Quais são as cirurgias mais comuns na infância?

Quais são as cirurgias mais comuns na infância?

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 04/11/2019 - Atualizado 05/11/2019

Nenhum pai ou mãe imagina que seu filho terá que passar por um procedimento cirúrgico após o nascimento, ou nos primeiros anos de vida. Mas as cirurgias na infância são mais comuns do que você pode pensar, e, ao receber a notícia de que a criança precisa passar por uma intervenção cirúrgica, é natural que os pais fiquem apreensivos e preocupados em um primeiro momento.

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Apesar da preocupação, as cirurgias pediátricas são necessárias para permitir o correto desenvolvimento infantil e evitar maiores complicações na fase adulta, ou, até mesmo, fazer com que possam chegar a essa fase. Para os pais ficarem menos apreensivos, muitas operações são consideradas de menor complexidade, seguras e com riscos mínimos para o paciente, desde que realizadas por um profissional e em locais qualificados.

Neste artigo, você vai saber quem é o médico responsável por realizar cirurgias infantis e conhecer quais são os procedimentos mais realizados em crianças. Acompanhe! 

Quem é o profissional habilitado para realizar operações infantis?

Os pacientes infantis necessitam de um profissional especializado em tratamento cirúrgico de doenças congênitas ou adquiridas desde o período neonatal até o fim da puberdade, afinal crianças não são “adultos em miniaturas”, mas indivíduos em formação com características próprias. 

Portanto, o profissional responsável por realizar cirurgias na infância é o cirurgião pediátrico. A formação do médico que atua na área de cirurgia pediátrica dura cerca de 11 anos. Além dos 6 anos do curso de Medicina, os profissionais precisam cursar dois anos de residência em cirurgia geral (recentemente, subiu para 3 anos) e, depois disso, dedicar mais 3 anos de estudo com a residência em cirurgia pediátrica e, alguns que queiram se dedicar mais a uma determinada área de atuação, pelo mais um ano, como ocorre com a urologia pediátrica e oncologia cirúrgica pediátrica.

Quais são as cirurgias na infância mais comuns?

Diferente dos adultos – em que a maioria dos procedimentos cirúrgicos são realizados para a correção de doenças adquiridas – as cirurgias na infância, em sua grande maioria, são realizadas para tratar doenças decorrentes de malformações congênitas. Abaixo, você confere quais são as cirurgias mais comuns na infância!

Hérnia umbilical

A hérnia umbilical é uma condição anormal caracterizada pelo surgimento de uma protuberância na região do umbigo. O problema ocorre em virtude do não fechamento do orifício por onde entram os vasos umbilicais durante o desenvolvimento do bebê no útero materno. 

Esse tipo de hérnia é bastante comum em crianças, principalmente até os 3-4 anos. O principal indicativo da condição é o aumento de volume na região umbilical, principalmente quando há esforço da criança, como chorar, tossir e defecar. O diagnóstico pode ser confirmado por exame físico associado à história clínica do paciente.

A cirurgia é realizada através de uma incisão na região umbilical para localizar a hérnia. Em seguida, o cirurgião empurra a hérnia para dentro do abdômen e fecha a parede abdominal com pontos. O procedimento é realizado com anestesia geral e um bloqueio anestésico local que dura mais algumas horas depois de a criança estar acordada, para não sentir dor. 

Hérnia inguinal

Durante o desenvolvimento, os testículos se formam junto aos rins e vão para o escroto (“saquinho” da criança), atravessando a parede abdominal. Algumas vezes, o caminho (conduto peritônio-vaginal) que ele faz na parede não se fecha, ficando, então, pérvio à passagem de conteúdo abdominal, dando origem à hérnia. Nas meninas, isso ocorre em virtude de ligamento que dá sustentação ao útero (ligamento redondo).

Geralmente, a hérnia inguinal é notada pelos pais ou cuidadores, primeiramente. Uma protuberância aparente na virilha da criança, parecida com uma azeitona encoberta pela pele aparece e desaparece com frequência, sendo quase sempre indolor.

A hérnia inguinal não pode ser solucionada com medicamentos e não se cura espontaneamente. O tratamento deve ser realizado cirurgicamente. Na cirurgia, feita através de uma pequena incisão na região inguinal, faz-se o fechamento do caminho feito pelo testículo ou ligamento redondo, que deveria ter fechado na vida intra-útero.

Hidrocele

É decorrente de alterações no fechamento do conduto peritônio-vaginal, permitindo o acúmulo do líquido da cavidade abdominal no escroto, caracterizando a hidrocele.

O principal sintoma é o inchaço da bolsa testicular. Em alguns casos, o problema desaparece espontaneamente até o primeiro ano de vida. Contudo, se houver aumento progressivo, ou alteração de volume durante o dia, a cirurgia é indicada para impedir o progresso do inchaço e permitir o correto desenvolvimento infantil.

O procedimento cirúrgico, comumente, é feito na criança por uma incisão na região inguinal, o que permite a correção da hidrocele e de hérnias, simultaneamente.

Fimose

Um dos problemas mais comuns que necessitam de intervenção cirúrgica na infância, a fimose ocorre quando a glande do pênis não consegue ser exposta. Geralmente, até os cinco anos, a exposição ocorre por si. Contudo, alguns casos necessitam de operação, seja por motivo religioso, infecções de repetição do prepúcio (pele que recobre o pênis), malformações renais ou não exposição.

Na operação, retira-se o excesso de pele para deixar a glande exposta. 

Criptorquidia

A criptorquidia ocorre quando os testículos não descem para a bolsa testicular e permanecem no abdome ou na parede abdominal (região inguinal) após o nascimento do bebê. Em alguns casos, o testículo vai para lugar fora do trajeto que deveria seguir, sendo chamado de testículo ectópico.

 

A condição afeta cerca de 4% das crianças nascidas no tempo correto e até 45% dos bebês que nascem prematuramente. Como é um problema relativamente comum, é importante que o bebê passe por um exame físico logo após o nascimento para verificar se os testículos estão no local correto.

O ideal é operar até os dois anos. Na cirurgia, o testículo é realojado no escroto e fixado neste local. A operação pode ser realizada por via tradicional ou por via videolaparoscópica, conforme o caso.

Hipospádia

A hipospádia é uma anormalidade, que acomete os meninos, caracterizada por uma alteração na formação do canal da uretra, levando a uma abertura do orifício uretral numa posição bem diferente da habitual – que se localizaria normalmente na ponta da glande (cabeça) do pênis. Assim, essa abertura acometida poderá ocorrer desde o períneo até a parte de baixo da glande. O problema pode vir acompanhado de curvatura peniana e excesso de pele, dorsalmente.

Trata-se de uma das mais frequentes malformações do órgão genital masculino, com incidência de 3 a 5 casos para 1000 nascimentos. O problema não causa grandes complicações imediatas, mas deve ser corrigido para garantir que os meninos possam ter uma vida sexual normal no futuro, bem como não ter problemas durante a micção.

A hipospádia pode ser facilmente detectada pelo médico no exame do físico realizado logo após o nascimento do bebê. O tratamento é cirúrgico e o ideal é que a operação de correção da hipospádia seja feito entre os seis e os 18 meses de vida do bebê. A cirurgia corrige a posição da uretra e a curvatura do pênis, permitindo que o bebê urine normalmente.

Outros distúrbios tratados pela cirurgia pediátrica

Além dessas cirurgias, existem outras doenças que podem ser tratadas por procedimentos cirúrgicos. Algumas delas são:

  • cisto tireoglosso; 
  • anomalias branquiais;
  • torcicolo congênito;
  • hérnia epigástrica;
  • doença do refluxo gastroesofágico;
  • colelitíase (pedra na vesícula biliar);
  • anomalias anorretais;
  • distúrbios de diferenciação sexual;
  • refluxo vésico-ureteral;
  • estenose de junção ureteropélvica;
  • e muitas outras doenças.

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