Quando a hérnia na infância precisa de cirurgia?

Quando a hérnia na infância precisa de cirurgia?

Por: Publicado em 23/01/2020

Mais comum do que você possa imaginar, a hérnia na infância é considerada um problema potencialmente grave que requer tratamento adequado para permitir o correto desenvolvimento da criança. Por isso, logo após o nascimento ou nos primeiros meses de vida, os pais precisam ficar atentos a possíveis protuberâncias que possam surgir na região do umbigo e, principalmente, na virilha (região inguinal), já que pode ser um sinal de hérnia.

Neste artigo, vamos explicar o que é hérnia, quais são os tipos e quando a condição precisa ser corrigida cirurgicamente. Acompanhe!

O que são hérnias?

Hérnias são protuberâncias que surgem na superfície da pele devido à projeção de parte do intestino na região do umbigo ou da virilha. Em condições normais, os músculos abdominais impedem que os órgãos e tecidos se desloquem para uma posição inadequada. Em alguns casos – por persistência de trajetos que deveriam fechar no desenvolvimento fetal ou que não se fecham no desenvolvimento da criança – a parede abdominal não consegue suportar a pressão exercida pelo intestino e o órgão acaba se deslocando por meio de um orifício que se abriu, resultando no aparecimento da hérnia.

Tipos de hérnia na infância

Em bebês, as hérnias costumam aparecer em dois locais principais: ao redor do umbigo e na região da virilha. Nestes casos, as hérnias são denominadas umbilicais e inguinais, respectivamente. Vamos entender melhor cada uma delas!

Hérnia umbilical

Uma das condições mais comuns na infância, a hérnia umbilical surge em decorrência do não fechamento do orifício por onde entram os vasos sanguíneos do cordão umbilical.

Em geral, a hérnia umbilical tende a desaparecer espontaneamente até os 3 ou 4 anos de idade e, geralmente, não tem sintomas, além da protuberância que os pais podem observar na região do umbigo quando a criança tosse, chora ou faz força durante a evacuação.

Hérnia inguinal

Com incidência de 1% a 4% em recém-nascidos a termo e até 30% em prematuros – principalmente em bebês do sexo masculino.

Durante o desenvolvimento, os testículos se formam junto aos rins e vão para o escroto (“saquinho” da criança), atravessando a parede abdominal. Algumas vezes, o caminho que ele faz na parede não se fecha, ficando, então, pérvio à passagem de conteúdo abdominal. Nas meninas, isso ocorre em virtude da passagem de um ligamento que dá sustentação ao útero.

A clínica da doença é o abaulamento ou aumento de volume na região inguinal ou inguino-escrotal, geralmente redutível, podendo haver  dor e/ou irritabilidade associada, especialmente nos casos em que ocorre encarceramento (não se consegue voltar facilmente o que herniou para a cavidade abdominal).

Como tratar a hérnia na infância?

Em ambos os casos, o tratamento para a hérnia é cirúrgico. No entanto, a cirurgia para a hérnia umbilical só é recomendada quando o problema não desaparece espontaneamente até os 3 ou 4 anos de idade ou quando o defeito na parede abdominal atinge mais de 2 cm de diâmetro.

Já a hérnia inguinal sempre deve ser tratada cirurgicamente, uma vez que não desaparece espontaneamente. Além disso, a condição pode levar ao estrangulamento da hérnia, um problema que ocorre quando o intestino fica aprisionado e não recebe o fluxo sanguíneo adequado, caracterizando uma emergência médica.

Cirurgia

A cirurgia para corrigir a hérnia na infância é realizada sob anestesia geral e é considerado pouco invasivo. Para realizar a intervenção cirúrgica, o médico realiza uma pequena incisão na região umbilical ou inguinal – dependendo do tipo de hérnia a ser tratada – pela qual a alça do intestino (ou o conteúdo que a hérnia contiver) será colocada na cavidade abdominal. Em seguida, o cirurgião realiza o fechamento do trajeto da hérnia com pontos para que não haja risco de o intestino se deslocar novamente.

Não há necessidade de preparo prévio para a realização do procedimento, mas a cirurgia é contra-indicada para crianças que não estejam clinicamente bem, salvo nos casos de emergência. O pós-operatório é considerado bastante rápido: na maioria dos casos, a criança recebe alta no mesmo dia e pode voltar à sua rotina normal após a primeira semana.

A importância do cirurgião pediátrico

Por mais que seja quase imperceptível e não cause incômodo à criança, quadros de hérnia na infância sempre devem ser investigados e diagnosticados por um cirurgião pediátrico. Este é o profissional que possui especialização médica na área e pode orientar sobre o melhor momento para fazer a cirurgia bem como realizar o procedimento de maneira segura.

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