Refluxo vesicoureteral: como surge, sintomas e tratamento

Refluxo vesicoureteral: como surge, sintomas e tratamento

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

Você ouve o médico falar refluxo vesicoureteral e fica sem entender nada? Não faz a menor ideia do que isso significa? Pois bem, vou desvendar isso para você.

Dizer que uma criança tem refluxo vesicoureteral significa, basicamente, que a urina que ela deveria estar expelindo na micção, na verdade, está fazendo o caminho contrário, ou seja, retornando para os rins. Isso acontece, com muita frequência, na infância.

O maior indício do refluxo vesicoureteral é o aparecimento da infecção urinária. Por isso, os médicos,, especialmente os urologistas pediátricos, costumam tratar a infecção e fazer uma investigação mais aprofundada da saúde da criança.

Algumas vezes, a criança com infecção tem febre, falta de apetite e nenhum ganho de peso. E esses são os únicos sinais que ela apresenta, pois o refluxo vesicoureteral é assintomático.

Pode acontecer de ele resolver-se espontaneamente, conforme a criança se desenvolve. Isso acontece em até 90% dos casos, a depender do grau de refluxo, de acordo com a Associação Americana de Urologia (AUA). Naqueles que precisam ser tratados, a terapia envolve o uso de medicamentos (sobretudo, antibióticos), monitoramento da função renal, orientação miccional e fisioterapia antes de ser considerada a necessidade de se realizar algum procedimento cirúrgico.

Maneiras de tratar o refluxo vesicoureteral

Faz parte do tratamento clínico do refluxo vesicoureteral:

  • evitar a constipação intestinal;
  • tratar a prisão de ventre;
  • higienizar bem a região íntima da criança, especialmente a das meninas;
  • tratar a infecção urinária;
  • realizar exames  de urina quando houver sinais e sintomas de infecção urinária);
  • fazer avaliação por imagem;
  • monitorar a pressão arterial.

A ineficiência do tratamento clínico ou a dificuldade em realizá-lo são condicionantes que podem levar o cirurgião urologista pediátrico a indicar a cirurgia. Outros fatores que podem influenciar nessa orientação são:

  • a permanência da infecção urinária, apesar da utilização de medicamentos com propriedades antibióticas;
  • a gravidade do refluxo;
  • piora da função renal;
  • doenças associadas;
  • persistência do refluxo quando a criança atinge a idade escolar.

A cirurgia aberta, a cirurgia videolaparoscópica e o uso de técnicas endoscópicas minimamente invasivas são as alternativas existentes atualmente para corrigir o refluxo vesicoureteral. Independentemente de qual for a opção escolhida pela família, em conjunto com o médico, espera-se o mesmo resultado: que a urina seja corretamente eliminada, evitando-se novas infecções.

Uma cirurgia bem-sucedida, porém, não é garantia de que a criança nunca mais terá uma infecção urinária novamente. Apenas corrige uma das condições à qual ela pode estar relacionada. É preciso ter cuidado com a maneira como a criança urina!

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Material escrito por:
Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 15/06/2018 - Atualizado 07/02/2019

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