Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia na infância

Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia na infância

Por: - Cirurgia Pediátrica - /SC 17015 | RQE 11522
Publicado em 01/12/2019 - Atualizado 09/12/2019

A necessidade de realizar uma cirurgia na infância sempre gera muita preocupação, receio e incertezas nos pais, afinal ninguém imagina que uma criança precise passar por uma intervenção cirúrgica logo após o nascimento ou nos primeiros anos de vida. Por se tratar de pacientes em desenvolvimento e com o sistema imunológico ainda frágil, a grande preocupação são os riscos que uma cirurgia pode trazer para a criança.

Apesar da preocupação, as cirurgias pediátricas são necessárias para permitir o correto desenvolvimento infantil e evitar maiores complicações na fase adulta, ou, até mesmo, fazer com que possam chegar a essa fase com saúde e qualidade de vida. Para os pais ficarem menos apreensivos, muitas operações são consideradas de menor complexidade, seguras e com riscos mínimos para o paciente, desde que realizadas por um profissional e em locais de referência, como Florianópolis.

Neste artigo especial, você confere tudo sobre a cirurgia na infância para garantir a tranquilidade e segurança que vocês precisam nesse momento tão delicado. Acompanhe!

Quais são as cirurgias mais comuns na infância?

As cirurgias na infância podem ser feitas por via aberta, a cirurgia convencional, ou por videolaparoscopia, procedimento minimamente invasivo que utiliza uma pequena câmera para tornar o trabalho do cirurgião mais preciso e melhorar o pós-operatório para a criança.

Diferente dos adultos – em que a maioria dos procedimentos cirúrgicos são realizados para a correção de doenças adquiridas – as cirurgias na infância, em sua grande maioria, são realizadas para tratar doenças decorrentes de malformações congênitas. Abaixo, você confere quais são as cirurgias mais comuns na infância!

Hérnia umbilical

Bastante comum em crianças de até 4 anos, a hérnia umbilical é uma condição caracterizada pelo surgimento de uma protuberância na região do umbigo. A correção do problema deve ser feita de maneira cirúrgica. O procedimento é realizado através de uma incisão na região umbilical para localizar a hérnia. Em seguida, o cirurgião empurra a hérnia para dentro do abdômen e fecha a parede abdominal com pontos.

Hérnia inguinal

A condição ocorre quando o caminho feito pelos  testículos ao descerem para o escroto não se fecha nos meninos, permitindo o surgimento de protuberância aparente na virilha da criança.

Nas meninas, se deve ao trajeto feito pelo ligamento redondo do útero. Na cirurgia, feita através de uma pequena incisão na região inguinal, faz-se o fechamento do caminho feito pelo testículo ou ligamento redondo, que deveria ter fechado na vida intra-útero.

Hidrocele

É decorrente de alterações no fechamento do conduto peritônio-vaginal, permitindo o acúmulo do líquido da cavidade abdominal no escroto. O principal sintoma é o inchaço da bolsa testicular. procedimento cirúrgico é feito na criança por uma incisão na região inguinal, o que permite a correção da hidrocele e de hérnias, simultaneamente.

Fimose

Um dos problemas mais comuns que necessitam de cirurgia na infância, a fimose ocorre quando a glande do pênis não consegue ser exposta. Por motivo religioso, infecções de repetição do prepúcio (pele que recobre o pênis), malformações renais ou não exposição, o procedimento cirúrgico é necessário para retirar o excesso de pele e deixar a glande exposta.

Criptorquidia

Ocorre quando os testículos não descem para a bolsa testicular e permanecem no abdome ou na parede abdominal (região inguinal) após o nascimento do bebê. O ideal é que a criança que apresenta criptorquidia passe pela cirurgia até os dois anos de idade. Na cirurgia, o testículo é realojado no escroto e fixado neste local. A operação pode ser realizada por via tradicional ou por via videolaparoscópica, conforme cada caso.

Hipospádia

hipospádia é uma anormalidade, que acomete os meninos, caracterizada por uma alteração na formação do canal da uretra, levando a uma abertura do orifício uretral numa posição bem diferente da habitual. O tratamento é cirúrgico e o ideal é que a operação de correção da hipospádia seja feita entre os seis e os 18 meses de vida do bebê. A cirurgia corrige a posição da uretra e a curvatura do pênis, permitindo que o bebê urine normalmente.

Qual o papel do cirurgião pediátrico?

Antes de tudo, é preciso entender que as crianças não são “adultos em miniatura”, mas indivíduos em formação com características próprias. Por isso, precisam de um profissional especializado em cirurgia infantil para garantir o sucesso da operação, levando em conta todas as particularidades e necessidades que esses pacientes apresentam.

Dessa forma, o cirurgião pediátrico possui um papel determinante para garantir que as crianças se tornem adultos saudáveis. E isso só é possível com a ajuda de um cirurgião pediátrico, capaz de garantir os corretos cuidados cirúrgicos em todas as fases do desenvolvimento infantil.

Quem são os profissionais envolvidos na cirurgia pediátrica?

O cirurgião pediátrico não é o único profissional envolvido no tratamento infantil. Em muitos casos, a criança precisa de um acompanhamento multidisciplinar, que envolve a participação de profissionais de diferentes especialidades antes, durante e depois do procedimento cirúrgico em si.

A cooperação de outros especialistas possibilita um acompanhamento completo do quadro do paciente, desde o diagnóstico até a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.

Florianópolis possui um hospital de referência em atendimento pediátrico, contando com uma grande equipe multidisciplinar para oferecer todas as condições necessárias para o sucesso de cirurgias em pacientes infantis.

A Dra. Eliete Colombeli e o Dr. Rafael Miranda, integrantes do grupo Urologia Kids, fazem parte da equipe de cirurgia pediátrica do Hospital Infantil Joana de Gusmão, que atende no Sistema Único de Saúde (SUS). Para os pacientes que buscam atendimento particular ou conveniado é necessário agendar consulta com os especialistas em cirurgia pediátrica nas clínicas Uromed, Arco-Íris ou Tio Cecim.

Confira, a seguir, quem são os especialistas que podem estar envolvidos na cirurgia pediátrica!

Neurocirurgião

Como o sistema nervoso controla diretamente os órgãos do trato urinário, problemas em pacientes infantis, como a incontinência urinária e bexiga neurogênica, podem necessitar do acompanhamento de um neurocirurgião ou neurologista. Nesses casos, a atuação em conjunto para garantir melhor eficácia na solução de um distúrbio.

Fisioterapeuta

A fisioterapia exerce uma importante função no tratamento e prevenção de alguns problemas urológicos. Dentre outras especialidades, o profissional que atua nesta área tem a missão de fortalecer o assoalho pélvico do paciente para que ele tenha maior percepção e controle sobre a bexiga.

Terapeuta ocupacional

Crianças que sofrem com incontinência urinária e outros problemas no trato urinário podem desenvolver distúrbios emocionais que afetam sua qualidade de vida. Nesses casos, pode ser necessário acompanhamento de um terapeuta ocupacional para tratar as limitações ou dificuldades psicomotoras do paciente.

Psicólogo

Alguns problemas urológicos, além de correção cirúrgica e acompanhamento clínico, irão demandar acompanhamento psicológico para que a família e a criança possam lidar da melhor maneira possível com o problema apresentado.

Enfermeiro

O cuidado de enfermagem é muito importante, seja no pós-operatório, com orientações, curativos, cuidados com sondas, acessos venosos e outros, seja no acompanhamento em geral.

Nefrologista

A nefrologia é uma área bastante próxima à urologia, o que faz com que muitas pessoas pensem que se trata da mesma coisa. Mas existem diferenças entre as áreas. Os nefrologistas são profissionais que lidam com pacientes que têm comprometimento da função renal. É muito comum que o nefrologista e o cirurgião pediátrico atuem de forma conjunta em diversos casos.

A importância e os tipos de anestesia

Além da cirurgia em si, muitos pais ficam preocupados com os riscos associados aos procedimentos anestésicos. Para diminuir a preocupação, os pais podem adquirir conhecimento prévio sobre o trabalho do anestesiologista que estará cuidando da criança no momento do procedimento.

Alguns cirurgiões pediátricos já estão habituados a ter, na sala de cirurgia, com ele, um anestesiologista de sua confiança e preferem poder contar com o apoio desse profissional específico. Outros, deixam a escolha do anestesiologista a critério dos pais, para que eles tenham a liberdade de definir o médico especialista em anestesia que mais lhes transmita confiança.

Antes de determinar qual dos tipos de anestesia será usada na cirurgia da criança, é feita uma consulta prévia em que o anestesiologista coleta alguns dados sobre a história clínica da criança. Ele também realiza um exame físico específico, direcionado às necessidades do ato anestésico-cirúrgico e orienta sobre alguns cuidados importantes.

Já na sala de cirurgia, primeiro, é realizada a chamada indução anestésica. É um momento que os pais, a depender da política do hospital, podem acompanhar, mantendo-se calmos. Assim, a criança entende que está tudo bem e se torna mais colaborativa e menos ansiosa para a indução.

Essa indução pode ser feita por inalação ou por via venosa (quando a medicação é administrada diretamente na veia). Na sequência, é a realizada a anestesia geral, devido à necessidade de manter a criança inconsciente e sem dor durante a cirurgia.

Alguns cirurgiões pediátricos, em conjunto com os anestesiologistas, com frequência, associam à anestesia geral uma espécie de segundo anestésico, com aplicação somente local. Essa técnica é conhecida como bloqueio loco-regional e é aplicada para que a criança não sinta dor ou sinta menos incômodo no período pós-operatório.

Os medicamentos anestésicos usados em adultos e em crianças são os mesmos. O que muda são as quantidades que o anestesiologista administra em cada um.

Como preparar a criança psicologicamente?

Como é uma realidade nova e desconhecida, é normal que pacientes fiquem com medo e receio de realizar o procedimento. Por isso, além de todos os cuidados acima, o ideal, também, é preparar a criança psicologicamente para a operação. Se a criança já tiver entendimento da situação, o que, geralmente, ocorre a partir de 1 ano e meio, os pais podem conversar e explicar o que está acontecendo.

A criança fica muito mais calma quando entende que algo está acontecendo e será preciso por uma cirurgia para ficar melhor. Por isso, não tente esconder a situação e explique tudo o que acontecerá. Ser realista e transmitir confiança aos pequenos é a melhor maneira de prepará-los para a operação.

É importante, também, que a própria criança tire suas dúvidas com o médico. Por mais que as perguntas não façam sentido, deixe ela conversar com o médico. Isso ajuda a criar uma relação de proximidade e confiança com o profissional que irá realizar o procedimento cirúrgico.

Quais os principais cuidados com uma cirurgia na infância?

Assim como qualquer área cirúrgica, a cirurgia pediátrica exige cuidados específicos no pré-operatório, no dia da cirurgia e no período de recuperação para garantir o sucesso do tratamentoComo são crianças, é preciso que os pais assumam o controle da situação e orientem o pequeno sobre os cuidados necessários. Confira as recomendações em cada etapa da cirurgia!

Pré-operatório

  • Realizar todos os exames pré-operatórios solicitados pelo médico;
  • Realizar a consulta pré-anestésica;
  • Tirar todas as dúvidas com o médico, inclusive deixar a criança fazer perguntas;
  • Se possível, levar a criança para conhecer o hospital e a equipe médica antes do procedimento cirúrgico.
  • Se o paciente vier do interior para realizar a cirurgia em Florianópolis, o ideal é chegar com um ou dois dias de antecedência.

Dia da cirurgia

  • Evite que a criança faça muito esforço. É importante que ela esteja descansada para a cirurgia;
  • Vista-a com uma roupa confortável para ir ao hospital;
  • Se a criança possui algum objeto preferido, como um bichinho de pelúcia, leve-o para o hospital;
  • No caso de bebês, leve a mamadeira ou chupeta, se ainda usa;
  • Respeite, rigorosamente, o tempo de jejum estabelecido pelo médico.

Pós-operatório

  • Antes de levar a criança para casa, verifique se será necessário realizar alguma adaptação para facilitar a vida do pequeno, como mudá-lo para um quarto mais próximo do banheiro, por exemplo;
  • Evite que a criança realize esforço e atividades físicas durante as primeiras semanas após a cirurgia. Lembrando que cada cirurgia exige um tempo de repouso específico, então confirme essa informação com o médico;
  • Opte por oferecer alimentos leves à criança. Também não se esqueça de hidratá-la bastante;
  • Siga as recomendações médicas referentes a medicamentos, curativos, etc.

Restou alguma dúvida sobre as cirurgias na infância? Agende uma consulta conosco e venha esclarecer todos os seus questionamentos com nossa equipe médica. Será um prazer lhe atender!

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